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sexta-feira, 28 de março de 2008

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toquei o interfone e esperei. passaram-se oito minutos e toquei novamente .esperei paciente, como de costume , sempre adiantada. estava ansiosa, pois pedi para que aquela conversa fosse antecipada o mais rápido possível, não ia suportar tanta angústia e sofrimento por mais tempo.
ela abriu a porta com um sorriso terno e amigável. coitada, mal sabia o que viria pela frente.
sentei - me de frente para ela na minha poltrona predileta, com uma vontade infernal de fumar, mas havia prometido que não fumaria mais em sua presença. tentei enganá-la, tentei me enganar, mas é incrível como o discurso some quando o trazemos ensaiado.
disse muito, não disse nada. e ela sempre querendo me dizer coisas que me aquecessem o coração, mas dessa vez não adiantou. eu já estava decidida, mas quando ia falar, algo mais forte me travava, me fazia desviar a atenção para a sua gata, a sua luminária, para o seu corte de cabelo que esqueci de elogiar.
então desisti de resistir e resolvi ir embora sem falar nada. na porta ela me abraçou e disse que tudo iria passar , senti no seu olhar que ela sabia o porquê da minha urgência e por um minuto achei que ela me pouparia de todo o trabalho.
retribuí o abraço na esperança de que aquilo tudo ficaria para trás. me despedi e quando cruzei o portão ela me chamou e disse que havia se esquecido de dizer uma coisa importante:

“ feliz páscoa!” até semana que vem no mesmo horário. hein?
e segui andando ... até o luminoso do seu consultório sumir do meu campo de visão.

3 comentários:

Deby disse...

AIIIIIIIIIIII!!!
orgulho da minha sócia.
eu já sabia
vai ser sucessuuuuuu

Thaís disse...

ah! precisamos botecar e filosofar sobre esse texto.
ahassô girina!

marilia disse...

foda!