Sábado, 4 de Julho de 2009

highlander

a minha mais profunda admiração e respeito, aos produtores de cinema que conseguem ter uma vida social e sexual ativa durante um filme.

um dia eu chego lá. tenho fé!

Domingo, 28 de Junho de 2009


pérolas de uma pré produção
- será que temos verba para despesas extras?
- que tipo de despesas?
- profissionais do sexo para a coordenadora e o produtor executivo.
ps: ninguém pensa nisso!
"sou um grande viado velho"
ps: estava passando e não pude deixar de ouvir
"- por favor, a senhora poderia me informar qual é essa avenida?"
- é... capixoca
ps: levando em conta que eram 7:00 da matina, numa segunda qualquer, e a senhora que nos foi
tão solicita, estava com uma lata de cerveja na mão.
- "a personagem tem que ser pontuda"
ps: não vi dificuldade no briefing, alguém viu?

Sábado, 20 de Junho de 2009




lindo!

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009


novo de novo

ela pediu o novo, uma volta de pelo menos 180º. mudança de vida, mudança de endereço, mudança de companhias e até mudança de problemas.
problemas novos, frescos, com outras temáticas, outras vivências, outras experiências e com novas caras.
impossível não falar de universo numa hora dessas, se toda noite antes de dormir o que ela mais pedia era exatamente isso a ele.
a hora parecia nunca chegar, aquela sensação linear de que nada iria mudar nunca, era constante.a ansiedade que já fazia parte da família, a família do pânico, do tok, da insegurança e da compulsão já estava num nível quase crítico.
uma hora as mudanças começaram, aquilo tudo já era novidade, parecia um misto da sensação de estar escondida no guarda-roupas da mãe , quando brincava de gato mia e o gato estava para miar, misturado com o medo de ser pega fuçando no orkut alheio, a sensação era boa, um medo misturado com prazer.
tava tudo certo, como ela tanto havia desejado. a sensação de transcender e se despedir do velho era indescritível.
o medo que já era pouco foi superado pela imensa vontade de viver o novo.
acordou cedo, escolheu roupas que há muito não usava, caminhou no parque, pintou as unhas dos pés e das mãos de vermelho, coisa que não faria nem numa terapia de vidas passadas, visitou alguns amigos e quando voltou para casa percebeu que ainda tinha problemas, mas eram problemas novos, talvez maiores ou menores, mas eram novinhos em folha e o universo continuava implacável, abrindo aspas para o novo de novo!


Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

péroletas da semana
“é tão saramago, aquela coisa que prende e liberta”
nana de minas

sensacional!


“lu, quando eu terminar o meu livro a gente casa?”.

hein???


“- você tem que dar um tapa com luva de película”
- pelica!
“- película mesmo, você é cineastra!”

ah bom...


“lu, você ta muito ocupada?”
- sim.
“- o que você ta fazendo que está tão concentrada?”
- preparando uns filmes para serem exibidos na tv al jazeera.

ps: o pior que era verdade.


- o cara é tão foda, mas tão foda que acompanhou a construção de taj Mahal
- mas o cara tem quantos anos???
- 30. quer dizer... acompanhou dubai! rs

ps: ainda bem que estávamos entre amigos.


Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

ritinha tão atemporal...

é só trocarmos o Thiu riu thiu ria.... pelo tchubaruba e pronto , temos a mallu magalhães.

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009


idílio


uma conversa chata que não iria nos levar a lugar algum.
um blá blá blá sem sentido e sem direção. uma sala com ambiente pesado e carregado de energia desconhecida.
de idílio mesmo só o meu pensamento que estava longe, bem longe, num gramado onde eu sentia o calor do sol pontuar e esquentar o contorno meu corpo inteiro. eu podia sentir o vento que dançava com os meus pêlos.
estava sentada no meio de um parque florido que me deixava feliz só de estar em contato com aquele infinito de cores que eu duvido que exista paleta no mundo com aquelas nuances.
de repente sinto o vento um pouco mais forte bater em meus ombros, e quando olho para a direita era ele, aquele cara da sala que eu rezava para não ser verdade, que estávamos nos confrontando novamente.
- está tudo bem? – disse ele preocupado.
a minha vontade era de fingir um ataque, ou uma dor - ou me fingir de louca mesmo - olhar fixamente em seus olhos e, sem dizer uma palavra, me levantar e sair como uma sonâmbula. tinha que sair daquele lugar, minha alma implorava por isso.
(tenho sempre essas vontades estranhas em público, sair correndo, me jogar de uma altura considerável toda vez que subo num prédio, rir e não explicar o porquê e de me fingir de louca, se é que preciso. faço tanto esforço para fingir que sou normal, e acredito que isso seja interpretado como um sintoma de loucura.)
- ta... tudo - respondi.
e a conversa chata continuou por mais algumas horas e de fato, não nos levou a lugar nenhum.
quando a “reunião” acabou, mais uma vontade me passou pela cabeça, a de dar um soco na cara daquele que insistiu em cagar regras obsoletas na minha tão linda e pequena orelha, mas falhei outra vez. só fiquei na vontade.
consegui enxergar todos os poros, ângulos e pêlos daquele cara de pau, era só mirar.
nem soco, nem desmaio, nem corpo atirado do 11º andar, apenas o idílio, prefiro assim.