top five na ordem:
1 - folga
2 - cama
3- colo
4 - sopa do júlio
5 - ronronar dos gatos
sábado, 30 de janeiro de 2010
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

dois mil e nove, ano empírico esse. com mais acertos do que erros, sem dúvida. comparado a dois mil e oito que com certeza está na minha top five de piores anos da minha vida. esse foi um ano bom, tudo o que eu me propus fazer e que dependeu única e exclusivamente de mim, eu fiz.
produzi seis filmes, contando com o meu, que dirigi, ainda não terminei, mas com certeza logo terminarei. fico cuidando dos filhos dos outros e esqueço-me do meu.
um ano de muito trabalho, muitas descobertas, muitas mesmo. descobri que é melhor ceder ao ego dos outros a brigar por coisas tolas, que é melhor omitir a mentir, que tudo que começa rápido termina mais rápido ainda, que o limewire é infinitamente melhor que o soulseek, que o universo nos ouve sim, que os gatos são mais apaixonantes do que eu pensava, que amelie poulan é o filme que eu gostaria de ter feito, que eu quero fazer mais filmes de realismo fantástico, que o almodóvar está “quase” discreto, que eu esqueci o mal que alguns me causaram, que “há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura.", que gritar no set e humilhar as pessoas está cada vez mais fora de moda, que dá para ser hippie sem deixar de ser hype, que continuo não gostando de comida japonesa e nem de vinho de qualquer espécie, que mudar de casa dá um trabalho incrível, mas o prazer é quase orgasmático, que ser realmente eficiente é agir pensando no coletivo, que eu adoro recuperar plantas semimortas, que miranda july deveria escrever mais, que é melhor ter vários passarinhos na mão do que apenas um, que snoopy continua sendo o meu desenho preferido, que é melhor ser feliz do que ser triste, entre outras...
não planejei nada para este ano que vai nascer só peço para o ano de dois mil e dez continuar no pique de dois mil e nove. tenho até medo de planejar, porque se melhorar estraga.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
que mário?
antes era o mario prata, me lembro bem das noites em botecos que eu sempre olhava para a mesa cheia de universitários falando merda, e ele nunca estava lá. meu sonho era ser amiga de bar dele, daqueles amigos que só encontramos para cachaçar, você não sabe absolutamente nada da rotina do cara, a única coisa que se sabe é o bar onde encontrá-lo.
conheci o mario, na minha adolescência , quando li um livro publicado pela folha, das suas cem crônicas. daí namoramos anos, tenho todos os livros dele, o acho um espetáculo, nunca nos vimos, mas temos uma amizade literária forte. lembro de ter escrito um email para ele na faculdade, com uma esperança incrível de obter uma resposta, só queria tomar umas e jogar conversa fora com o meu escritor preferido no meu início do gosto pela leitura. tinha até ensaiado tudo o que iria dizer, mas a resposta nunca veio. ainda bem! Imagina uma fedelha querendo trocar idéia de bar com um velho cachorro do deserto? inimaginável.
a minha conversa com o pratinha ainda não rolou, mas um dia rola, ah se rola.
depois veio um tal de mário, o bortolotto. um amigo me trouxe um livro, dizendo que eu iria curtir o autor, que ós textos se pareciam comigo, eram peças do dramaturgo. eu lendo peças de teatro já é uma piada, mas gostei.
meu irmão encontrou um livro dele no meu quarto, e perguntou se eu que estava lendo o mário, aí eu me empolguei e perguntei se ele conhecia o escritor, ele disse que conhecia bem.
uma sexta qualquer recebi uma mensagem do meu irmão me convidando para assistir ao show da saco de ratos, banda do dramaturgo e também músico. para a minha surpresa , quando chegamos, meu irmão deu um caloroso abraço nele e eles trocaram muitas risadas, aí eu entendi o sentido do “conheço bem”.
senti a mesma vontade que tive em relação ao pratinha. fiquei fã do cara. no nosso primeiro encontro, como falar para um dramaturgo que não suporto teatro??? o meu medo de ser desmascarada a qualquer momento foi mais forte. travei.
fiquei como um graveto seco depois da nevada, “inotável”.
mas como tudo na vida tem um tempo, naquela época não estava preparada para o pratinha e ainda acho que tenho que me preparar para os próximos e admiráveis “mários”.
por hora ele se recupera, e eu me preparo para a conversa com o mário, o bortolotto.
conheci o mario, na minha adolescência , quando li um livro publicado pela folha, das suas cem crônicas. daí namoramos anos, tenho todos os livros dele, o acho um espetáculo, nunca nos vimos, mas temos uma amizade literária forte. lembro de ter escrito um email para ele na faculdade, com uma esperança incrível de obter uma resposta, só queria tomar umas e jogar conversa fora com o meu escritor preferido no meu início do gosto pela leitura. tinha até ensaiado tudo o que iria dizer, mas a resposta nunca veio. ainda bem! Imagina uma fedelha querendo trocar idéia de bar com um velho cachorro do deserto? inimaginável.
a minha conversa com o pratinha ainda não rolou, mas um dia rola, ah se rola.
depois veio um tal de mário, o bortolotto. um amigo me trouxe um livro, dizendo que eu iria curtir o autor, que ós textos se pareciam comigo, eram peças do dramaturgo. eu lendo peças de teatro já é uma piada, mas gostei.
meu irmão encontrou um livro dele no meu quarto, e perguntou se eu que estava lendo o mário, aí eu me empolguei e perguntei se ele conhecia o escritor, ele disse que conhecia bem.
uma sexta qualquer recebi uma mensagem do meu irmão me convidando para assistir ao show da saco de ratos, banda do dramaturgo e também músico. para a minha surpresa , quando chegamos, meu irmão deu um caloroso abraço nele e eles trocaram muitas risadas, aí eu entendi o sentido do “conheço bem”.
senti a mesma vontade que tive em relação ao pratinha. fiquei fã do cara. no nosso primeiro encontro, como falar para um dramaturgo que não suporto teatro??? o meu medo de ser desmascarada a qualquer momento foi mais forte. travei.
fiquei como um graveto seco depois da nevada, “inotável”.
mas como tudo na vida tem um tempo, naquela época não estava preparada para o pratinha e ainda acho que tenho que me preparar para os próximos e admiráveis “mários”.
por hora ele se recupera, e eu me preparo para a conversa com o mário, o bortolotto.
domingo, 13 de dezembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
dom ...
existem certos dons que já nascem com a gente, como um jeito todo peculiar de lidar ou brilhar em certas situações. eu sinceramente assumo que não nasci para cumprimentar as pessoas em determinadas ocasiões. acho fantástico quem sempre tem as palavras certas nos momentos certos ou naqueles momentos totalmente incertos. aquelas frases doces, aquelas energias gracinhas, que emanam paz, tranqüilidade e esperança para quem as recebe.
domingo fui à primeira comunhão das minhas sobrinhas, e na hora do cumprimento, não sabia o que falar... falar o que num momento desses? parabéns é apenas o começo da sua orientação religiosa, agora vocês estão f... , depois de um ano de catecismo, lobotomia e missas, vocês terão mais um ano de estudos religiosos para fazer a crisma, ou seja, mais um ano de missas, carolas e domingos sem dormir até tarde. mas apenas as sussurrei... eita! elas são adolescentes e tenho certeza que me entenderam. hoje de manhã mais uma situação constrangedora, liguei para o sindico do meu prédio desesperada para que ele me ajudasse com o problema do interfone que não funciona só no meu apartamento.
ao invés do seu bom dia sempre efusivo, ouvi uma frase que me paralisou:
_ eu até te ajudaria se não estivesse no velório do meu pai! cacildes! uma atrás da outra.
desliguei o telefone com um conciso “meus sentimentos”. (sentimentos de que? só se for de culpa!)
uma vez lembro de ter me escondido no cemitério, no enterro do meu tio, para não ter que me descabelar pensando numa frase confortante para dizer aos meus primos e tios.
para a minha surpresa, a minha tia resolveu se refugiar na mesma lápide que eu, aí lancei um tímido “força, tia!” depois fiquei batendo a cabeça na porta do carro, me auto criticando. (força de que meu deus?)
nos casos de cumprimento em casamento a gente também fala parabéns?
aniversario então... nem se fale nunca sei o que dizer, eu particularmente não queria dizer nada, tomando a mim como exemplo, não suporto fazer aniversario, além de ter vergonha de cumprimentar, tenho vergonha de receber os cumprimentos.
mas existem alguns cumprimentos que ensaiei , mas com certeza não terei chance de usá-los, um deles é: parabéns, seu verme, acabou com a minha auto estima na adolescência, me deu um pé na bunda histórico que faço terapia até hoje. você é o cara! você faz coleção de mocaps humanos?
ou esse, ainda bem que você me demitiu, não queria ter no cv essa empresa de fundo de quintal. blefei, era uma multinacional.
parabéns, seu merda! só porque que está acima de mim hierarquicamente, acha pode fazer tanta cag... num job só?
e quando a pessoa te dá informação de como chegar a alguma rua? eu tenho certeza que ninguém entende, mas faz cara de quem entendeu para dar uma de bacana. escrevi até uma teoria sobre isso (as pessoas fingem que entendem quando recebem uma informação). eu tenho um cuprimento para essa situação também. parabéns, seu desinformado, obrigada por fingir que sabe onde é a rua, e me deixar mais confusa do que eu já estava. mas como sou humana e com problemas de ego vou fingir que entendi.
será que só eu tenho esses problemas?
por favor, me cumprimente por este texto.
existem certos dons que já nascem com a gente, como um jeito todo peculiar de lidar ou brilhar em certas situações. eu sinceramente assumo que não nasci para cumprimentar as pessoas em determinadas ocasiões. acho fantástico quem sempre tem as palavras certas nos momentos certos ou naqueles momentos totalmente incertos. aquelas frases doces, aquelas energias gracinhas, que emanam paz, tranqüilidade e esperança para quem as recebe.
domingo fui à primeira comunhão das minhas sobrinhas, e na hora do cumprimento, não sabia o que falar... falar o que num momento desses? parabéns é apenas o começo da sua orientação religiosa, agora vocês estão f... , depois de um ano de catecismo, lobotomia e missas, vocês terão mais um ano de estudos religiosos para fazer a crisma, ou seja, mais um ano de missas, carolas e domingos sem dormir até tarde. mas apenas as sussurrei... eita! elas são adolescentes e tenho certeza que me entenderam. hoje de manhã mais uma situação constrangedora, liguei para o sindico do meu prédio desesperada para que ele me ajudasse com o problema do interfone que não funciona só no meu apartamento.
ao invés do seu bom dia sempre efusivo, ouvi uma frase que me paralisou:
_ eu até te ajudaria se não estivesse no velório do meu pai! cacildes! uma atrás da outra.
desliguei o telefone com um conciso “meus sentimentos”. (sentimentos de que? só se for de culpa!)
uma vez lembro de ter me escondido no cemitério, no enterro do meu tio, para não ter que me descabelar pensando numa frase confortante para dizer aos meus primos e tios.
para a minha surpresa, a minha tia resolveu se refugiar na mesma lápide que eu, aí lancei um tímido “força, tia!” depois fiquei batendo a cabeça na porta do carro, me auto criticando. (força de que meu deus?)
nos casos de cumprimento em casamento a gente também fala parabéns?
aniversario então... nem se fale nunca sei o que dizer, eu particularmente não queria dizer nada, tomando a mim como exemplo, não suporto fazer aniversario, além de ter vergonha de cumprimentar, tenho vergonha de receber os cumprimentos.
mas existem alguns cumprimentos que ensaiei , mas com certeza não terei chance de usá-los, um deles é: parabéns, seu verme, acabou com a minha auto estima na adolescência, me deu um pé na bunda histórico que faço terapia até hoje. você é o cara! você faz coleção de mocaps humanos?
ou esse, ainda bem que você me demitiu, não queria ter no cv essa empresa de fundo de quintal. blefei, era uma multinacional.
parabéns, seu merda! só porque que está acima de mim hierarquicamente, acha pode fazer tanta cag... num job só?
e quando a pessoa te dá informação de como chegar a alguma rua? eu tenho certeza que ninguém entende, mas faz cara de quem entendeu para dar uma de bacana. escrevi até uma teoria sobre isso (as pessoas fingem que entendem quando recebem uma informação). eu tenho um cuprimento para essa situação também. parabéns, seu desinformado, obrigada por fingir que sabe onde é a rua, e me deixar mais confusa do que eu já estava. mas como sou humana e com problemas de ego vou fingir que entendi.
será que só eu tenho esses problemas?
por favor, me cumprimente por este texto.
terça-feira, 27 de outubro de 2009

sempre teve essa mania de se apaixonar determinado tempo por alguma coisa.
já há duas semanas vive essa paixão tórrida pelo croissant, e tem que ser de presunto e queijo, de uma padaria perto de sua casa. um detalhe muito importante, tem que ser aquecido no microondas por 13 segundos e não na chapa, como fez a garçonete que a serviu no dia em que se apaixonou pelo suculento pãozinho.
se não é turno da garçonete dos 13 segundos , coordena atentamente quem aquecerá o seu tão saboroso croissant, para que o sabor, textura e prazer não sejam alterados.
a boca chega a salivar só de imaginar aquela massa macia, levemente doce que sai uma fumaça quase cênica com o queijo escorrendo quando o pão é cortado.
experimenta, disseca , dixava e esgota o seu objeto de desejo da vez.
antes do croissant foi um tal de risoto com fundo de alcachofra. comeu tanto que a palavra “alcachofra” ecoa mal nos seus tímpanos. teve a época da paçoca gibi depois das refeições, os bolos de laranja nos finais de tarde , e foi assim também com o fábio, paulo, bernardo, chico , pedro, joão, rafael, mauricio...
às vezes a paixão dura pouco, uns dias , algumas semanas e às vezes uma vida toda...
mas agora ela só tem olhos para o seu único e fiel amor, o croissant.
já há duas semanas vive essa paixão tórrida pelo croissant, e tem que ser de presunto e queijo, de uma padaria perto de sua casa. um detalhe muito importante, tem que ser aquecido no microondas por 13 segundos e não na chapa, como fez a garçonete que a serviu no dia em que se apaixonou pelo suculento pãozinho.
se não é turno da garçonete dos 13 segundos , coordena atentamente quem aquecerá o seu tão saboroso croissant, para que o sabor, textura e prazer não sejam alterados.
a boca chega a salivar só de imaginar aquela massa macia, levemente doce que sai uma fumaça quase cênica com o queijo escorrendo quando o pão é cortado.
experimenta, disseca , dixava e esgota o seu objeto de desejo da vez.
antes do croissant foi um tal de risoto com fundo de alcachofra. comeu tanto que a palavra “alcachofra” ecoa mal nos seus tímpanos. teve a época da paçoca gibi depois das refeições, os bolos de laranja nos finais de tarde , e foi assim também com o fábio, paulo, bernardo, chico , pedro, joão, rafael, mauricio...
às vezes a paixão dura pouco, uns dias , algumas semanas e às vezes uma vida toda...
mas agora ela só tem olhos para o seu único e fiel amor, o croissant.
* croissant é uma palavra francesa, que significa crescente. identifica um pão característico, de massa folhada em formato de meia-lua, feito de farinha, açúcar, sal, leite, fermento, manteiga e ovo para pincelar.
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