terça-feira, 15 de novembro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011

hoje voltei a me desafiar, é incrível como funciono bem na pressão.
comecei logo cedo, me desafiando a abrir a cafeteira italiana,
que estava fechada emerticamente desde o último café,
a cinco dias antes de eu ir viajar.
depois me desafiei a ler a enciclopédia de documentos que preciso
preparar para mais uma dessas burocracias da vida adulta.
o desafio não poderia parar por aí, me desafiei a escrever um email
para uma amiga que havia me desentendido, esse talvez fosse o desafio
9.5 na escala de dificuldade.
escrever esse texto faz parte de um desafio também, o de escrever
sem estar passando por nenhuma catarse, tristeza ou dores de amor,
igredientes para o texto fluir e deixar a janete clair que existe
dentro de mim gritar.
e os desafios continuarão ao longo do dia, tem o desafio de terminar
o meu trabalho com o prazo apertado, o desafio de encarar
o calendário da vida, o desafio do meu diálogo interior
que está cada vez mais intrigante e o desafio diário,
o de apesar de tudo ser feliz.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ando assim agora, falando tudo que penso.
deixei a paulistana estressada, desinteressada e blasé de lado,
e decidi voltar as origens.
decidi porque você me deixa a vontade e com vontade de ser assim.
deixei de querer controlar tudo, inclusive os meus sentimentos, com
você não tenho medo de gostar do jeito caipira, e esquecer
as convencões cosmopolitas que eu sempre fiz questão de ter.
porque é assim que sou e é assim que pretendo ser , por você.
terça-feira, 27 de setembro de 2011

um dos sons mais bonitos que tenho ouvido ultimamente,
é o da minha voz interior.
fazia tempo que não ouvia, aliás nem me lembro quando
foi a última vez que tive o prazer de ouvir.
a pouco estava fazendo um chá, e ouvi o barulho das
bolhinhas subindo,o barulho do cigarro sendo aceso,
e ouvi os meus próprios passos,tudo potencializado.
uma sensação de força, de clareza de idéias, de metas e objetivos.
acho que a melhor experiência que um ser humano pode ter,
é a de morar sozinho.
eu já tive essa experiência, estou na minha segunda chance, e
quero aproveitá-la até a último grito, último som e último eco interior.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011

REPORTAGEM
| por CÉSAR LOPES |
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Do alto de seus 133 anos, a Rua Augusta, palco de tantas histórias, vira filme: Augustas, que mostra as personagens de uma das ruas mais agitadas da noite paulistana. O diretor é Francisco César Filho
A rua Augusta não dorme. Pelo menos parte dela. Se pegarmos como referência a avenida Paulista e formos em direção aos Jardins, até seu final na rua Colômbia, encontraremos lojas populares e butiques sofisticadas que geralmente fecham as portas cedo. Esse lado descansa. Ao cair da noite, saindo da mesma Paulista em direção ao Centro, até seu início na rua Martins Fontes, a cena muda. Moradores de rua, pixadores, garotas de programa, traficantes, bêbados e viciados convivem com cinéfilos, descolados, roqueiros e modernos no chamado Baixo Augusta. Esse lado insone foi escolhido como universo para o primeiro longa do paulistano Francisco César Filho, 50, o Chiquinho. Baseado no livro A estratégia de Lilith, do jornalista e escritor Alex Antunes, Augustas conta a história de um jornalista que cai de cabeça na tríade mais conhecida do mundo pop: sexo, drogas e rockn´roll. Tudo na Augusta, em São Paulo. “É uma via muito especial. A gente queria mostrar um lado da rua que não fosse nem o trash nem o hype. Queríamos contar a história de pessoas comuns que vivem, trabalham e comem por ali”, explica Chiquinho.
Além de levar couro na mesa verde, o protagonista se envolve com muita bebedeira, paixões e até rituais xamanísticos “na rua mais louca da cidade”, diz Bortolotto, 45, em seu primeiro grande papel no cinema. “Na década de 80, vi Besame Mucho no Teatro Augusta, mas gostava de ficar vendo as meninas. Os travestis paravam os carros, pulavam em cima mesmo! À noite era quase impossível passar, aquilo tudo me atraía”. No filme, o personagem se envolve com quatro mulheres, sendo que duas são prostitutas. Uma delas é Jane (Georgina Castro), uma garota que Alex traz do interior para trabalhar na casa dele, mas ela cai na vida e o abandona. “Jane é fascinada pelas luzes, pelas vitrines, coisas que ela não pode ter, como muitas garotas de programa de verdade. Chega preparada para ganhar seu dinheiro nas ruas”, nos conta Georgina, 27, sobre a personagem. A atriz cearense está há três anos em São Paulo e para ela “a rua Augusta é como se fosse parte da minha casa. Como moro perto, vinha para o set a pé. Gosto da liberdade que existe por lá. Você pode andar vestido como quer. Ali todas as pessoas são iguais”, complementa. A prostituta Greiceany, 22, que não revela o verdadeiro nome, acompanhou as filmagens. “Nós somos pessoas
como todas as outras. Também temos sonhos. Eu mesma estou fazendo um curso de instrumentação cirúrgica e logo, logo, bye, bye street”, diz a loura. Mas complementa que gosta da rua e de “uma boa sacanagem”. Mas de onde vem essa atração comum a todos que freqüentam a Augusta?
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Durante a década de 60 foi o paraíso dos playboys que cortavam seu asfalto a 120 por hora, como na famosa música de Hervé Cordovil. A segunda geração de freqüentadores chegou a promover rachas com até 15 carros disputando palmo a palmo suas 18 travessas. Os mauricinhos vintages também iam atrás da azaração de um broto legal. A pegação continuava rolando solta. No final dos anos 1980, o boom dos shoppings centers afastou o comércio considerado nobre e o lugar atraiu putas e travestis. Aí pegou de vez. Virou sinônimo de boca do lixo e do sexo fácil, sendo, inclusive, responsável pela primeira boate gay da cidade.
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As filmagens não foram fáceis. Chiquinho diz que “um dia tivemos que fazer algumas cenas em frente a uns puteiros. Apesar de estarmos com todas as autorizações legais para isso, notamos que as pessoas da área começaram a ficar incomodadas. O pessoal dizia que estávamos atrapalhando, e muito, o movimento naquela noite. Uma hora, fomos intimados a parar de filmar. Depois de três dias de negociações, ficou combinado que eles cederiam um determinado dia da semana para finalizarmos. Lá existem leis próprias muito rígidas e muito respeitadas”. Os roqueiros do Out’s – há cinco anos o espaço das bandas alternativas na cidade – também encontraram dificuldade com as garotas de programa no começo. Valentin Vandermer, 34, proprietário da casa,
explica que “as meninas faziam ponto aqui na porta, mas como a casa começou a encher, elas subiram um pouco. Percebi que começaram a colar com um visual mais roqueiro, pegando carona no nosso público e tentando arrumar novos clientes”.
Rosana diz ter 25 anos e garante que o nome e a idade são verdadeiros. “Só não digo o sobrenome por causa da minha família”, adverte. Para ela, a rua já foi melhor para quem faz programa. “Antigamente a gente era mais respeitada. Hoje a garotada que aparece para a balada não entende nosso trabalho e acaba afastando os homens mais maduros que são quem mais nos procuram. Já vi de tudo em sete anos de Augusta”, garante.
Cercado por boates e prostíbulos por todos os lados, o clube Vegas fica no olho do furacão. Com público freqüentador das classes A e B, seu proprietário Facundo Guerra Riveiro, 34, acha que “a experiência de vir para cá não é agradável para quem não tem boemia na veia. A avenida Paulista é o cartão-postal, mas a Augusta é a rua que representa a diversidade do paulistano, a contradição”. O filme agora se encontra em fase de edição e montagem. As primeiras cópias devem ficar prontas em novembro. “Depois disso, começa a parte mais amarga das negociações que é a distribuição e a exibição. Ainda é complicado para um filme nacional conseguir bons espaços, mas o que eu quero mesmo é passar o filme numa das salas na rua Augusta”, finaliza o diretor.
texto do mano bruka.




