segunda-feira, 28 de abril de 2008


trainspotting ou qualquer coisa que o valha.


“eu não precisaria estar passando por isso se deus estivesse comigo”, foi exatamente essa frase que me veio à mente após ter visto a cena que vi.
acredito que ele teria mais bêbados para socorrer naquela noite.
sábado dia 25/04,palco das bandas independentes, na virada cultural , resolvi ir ao banheiro de um boteco qualquer no centro de são paulo.
o lugar era uma mistura de terceiro anel do inferno com anti- sala do umbral. os diretores de arte do trainspotting e do réquiem para um sonho iriam ter que suar a camisa para recriar tal realidade.
logo após terminar a minha necessidade fisiológica, claro sem ter nenhum tipo de contato com o vaso sanitário, olho para o chão e vejo duas seringas com sangue.
pude sentir o calor daquele sangue, ainda fresco na seringa.
que sensação estranha, e olha que eu achava que nada mais me chocaria.
é inevitável, muitas coisas se passam pela cabeça, como: quem seria a pessoa que teria usado? quais eram suas aflições no momento? e se um lóki qualquer pegasse a seringa e espetasse em alguém? não tive dúvida escondi com o pé as seringas .
mesmo levemente bêbada, fiz uma espécie de oração para essa pessoa.
a cena foi forte.